<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6447686</id><updated>2011-07-14T18:32:46.345-03:00</updated><title type='text'>Ruminações da Insônia</title><subtitle type='html'>Humilhações do dia revisitadas pelo espírito da noite.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ruminacoes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6447686/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminacoes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Funambulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11783428718600628310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6447686.post-108164021285354932</id><published>2004-04-10T20:28:00.000-03:00</published><updated>2004-04-11T11:22:30.450-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Selva Primitiva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=right&gt;&lt;i&gt; «(...) e che ’l vero, condito in molli versi,&lt;br /&gt;i piú schivi allettando ha persuaso.» &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Torquato Tasso, &lt;i&gt;Gerusalemme Liberata&lt;/i&gt;, I, 3, vv. 3-4&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="desloc" align=justify&gt;Ofereço à indiferença de todos a minha versão para o poema &lt;i&gt;La Selva Primitiva&lt;/i&gt;, de Giosue Carducci (1835-1907), poeta relegado a certo esquecimento pela grosseira e bárbara conteporaneidade – vale assinalar : como sucede a grande parte dos bons poetas –, a qual se mostra mais sensível aos intricados e estéreis joguinhos semânticos, aos gemidos do fetichismo e aos &lt;i&gt;poemas-logotipo&lt;/i&gt; (ou &lt;i&gt;poemas-rótulo-de-xampu&lt;/i&gt;) do que às formidáveis explosões do gênio lírico. Escusado dizer que procurei, tanto quanto permitiu minha estreita veia poética, manter-me fiel aos excessos e singelezas do texto em italiano. Aos que queiram confrontar a presente tradução com a composição original – esta, evidentemente, muito melhor –, veja-se o sítio abaixo :&lt;br /&gt;&lt;p align=center&gt;&lt;a href="http://www.bibliotecaitaliana.it/dynaweb/bibit/autori/c/carducci/juvenilia"&gt;http://www.bibliotecaitaliana.it/dynaweb/bibit/autori/c/carducci/juvenilia&lt;/a&gt; .&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;p align=center&gt;*  *  *&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;LVII. A Selva Primitiva (1856)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  .  Fugindo&lt;br /&gt;Pela selva terrena, o que nascera&lt;br /&gt;Da mulher ululou já c’os leões&lt;br /&gt;Na rapina cruenta; então, com fome&lt;br /&gt;Ferina a vida propagando, olhou&lt;br /&gt;Seus incertos rebentos; e entregando&lt;br /&gt;Aquela massa às sempiternas leis,&lt;br /&gt;O corpo imane, pelo grão deserto,&lt;br /&gt;Foi lacerado pelos lobos. Febo,&lt;br /&gt;Esplendor solitário no infinito&lt;br /&gt;Radiante, não chores essas vidas&lt;br /&gt;Recurvas sob o peso do sustento;&lt;br /&gt;Não viste a dança das bodas, nem mães&lt;br /&gt;Zelosas ante o berço, nem os filhos &lt;br /&gt;Que se inclinam ao túmulo dos seus.&lt;br /&gt;Depois, correram pelo solo rubros                   &lt;br /&gt;Alúvios dos vulcões – em torno destes,&lt;br /&gt;Funéreo lume coriscava; e sempre&lt;br /&gt;Encobriam-se os cimos escabrosos.  &lt;br /&gt;E mugiam as águas; sobre o anil&lt;br /&gt;Dos Alpes, nuvens fúmeas desprendiam-se&lt;br /&gt;Dos oceanos. Pavorosamente,&lt;br /&gt;Elevaram-se ao céu uns robles negros&lt;br /&gt;De vastíssima sombra, então; à sombra,&lt;br /&gt;Entre lobos e feras abrigou-se&lt;br /&gt;A prole humana. Para as crias fulvas&lt;br /&gt;Da leoa e para homens pequeninos &lt;br /&gt;Era um único ninho : e provocava&lt;br /&gt;Entre os feros colaços breves rixas&lt;br /&gt;O atroz menino; e a juba inda crescente, &lt;br /&gt;Os dentes hórridos e as grandes garras&lt;br /&gt;Co’a mão tentava por recreio; e, ledo,&lt;br /&gt;Em corridas media-se c’os pardos.&lt;br /&gt;Porém, ao homem o vulcão e o fogo,&lt;br /&gt;O infatigável fogo, amedrontavam;&lt;br /&gt;E com brusco estupor fitava o mar&lt;br /&gt;Imenso. Ele fugia ao vento uivante,&lt;br /&gt;Que nos bosques reinava; ao despencar&lt;br /&gt;Dum trovão ressoando pelos montes,&lt;br /&gt;Numa gruta encerrado, fraquejava.&lt;br /&gt;E ao rumor da procela, e na expansão&lt;br /&gt;Da chuva irosa entre os etéreos templos,&lt;br /&gt;E ao fulgurar do raio, um tremor gélido&lt;br /&gt;Correu-lhe pelos ossos; e encolhia-se,&lt;br /&gt;E gemia. Era bom o sol superno;&lt;br /&gt;E, pensando, admirava o verno céu :&lt;br /&gt;Ele, estirado sobre verde relva,&lt;br /&gt;Olhava, alegre, as estrelas virgíneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;In :&lt;/i&gt; Juvenilia (1850-1860)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6447686-108164021285354932?l=ruminacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6447686/posts/default/108164021285354932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6447686/posts/default/108164021285354932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminacoes.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108164021285354932' title=''/><author><name>O</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14601033954156503626</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6447686.post-108112763069295766</id><published>2004-04-04T22:00:00.000-03:00</published><updated>2004-04-04T23:12:03.340-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Dez Exercícios de Estilo Infructuosos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I.&lt;/strong&gt; Há que saber cuspir mesmo nos rostinhos bonitos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II.&lt;/strong&gt; Quanta desconfiança despertam-me os espíritos que se pretendem detestáveis e desconhecem inteiramente o francês! A língua gálica é, por excelência, o idioma das insolências aberrantes, das histerias sacrílegas, das convulsões do estilo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;III.&lt;/strong&gt; Cristo, – ou o primeiro aristocrata do sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IV.&lt;/strong&gt; Somente uma arrogância parece-me justificável : a minha.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;V.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;De margaritis et porcis&lt;/em&gt; : Ao avistar, na prateleira duma livraria, um exemplar de &lt;em&gt;Harry Potter&lt;/em&gt; flanqueado por &lt;em&gt;Rêveries d’un promeneur solitaire&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;The catcher in the rye&lt;/em&gt;, confesso que cheguei, por um átimo, a ansiar uma potestade igual à de Paulo IV. Um tolo devaneio: via incêndios colossais que, por meu mando caprichoso, expurgavam do orbe todo e qualquer traço de literatura excrementícia. No auge de meu mesquinho imaginar, voltou-me, inopinada, a razão, dissipando os fumos que as fogueiras desprendiam : para quê? Não, meus coevos são &lt;em&gt;indignos&lt;/em&gt; de certos livros.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VI.&lt;/strong&gt; Rousseau :&lt;em&gt;“Tout homme qui pense est un être corrompu.” &lt;/em&gt;– Entanto, quem seria capaz de renunciar ao pensamento para tornar-se &lt;em&gt;virtuoso&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VII.&lt;/strong&gt; Inclino-me à crítica : pouquíssimas obras são comparáveis a &lt;em&gt;Macunaíma&lt;/em&gt;. Jamais se viu, em toda a tradição occidental, tão lapidar aliança entre mau gosto e &lt;em&gt;canhestria&lt;/em&gt;.   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VIII.&lt;/strong&gt; O sumo hipócrita é aquele que, havendo-se em altíssimo conceito, chega à absurdidade de julgar-se isento de hipocrisias.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IX.&lt;/strong&gt; Um pouco mais de &lt;em&gt;blush&lt;/em&gt;, um decote inusitado, saia de moderníssimo talhe, o acabamento fino dos calçados; o porte anoréxico, diligentemente esculpido por anos de abuso de anfetaminas e heroína; nos gestos e ditos, o reflexo duma “atitude” de decisão, ousadia, ligeira lascívia. Tudo em pleno acordo com as “exigências” da época. A próxima estação pedirá outros matizes e alores. &lt;br /&gt;Acima de todas as “tendências” e todas as &lt;em&gt;maisons de couture&lt;/em&gt;, a barbárie nunca sai de moda.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;X.&lt;/strong&gt; A revolta apenas se legitima quando consegue lançar-se contra si mesma, arruinando o fulcro que a sustém. Nesse drástico movimento, o revoltado pode ser levado a dar-se conta da fatuidade dos valores que sempre defendeu – o desmoronamento é proporcional à violência do “lançamento”. Em casos mais extremos, é a própria ausência de valores, cuja constatação lhe foi tão dolorosa, que se lhe torna &lt;em&gt;natural&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;suportável&lt;/em&gt;, embora, de algum modo, ainda o atormente. Eis um esboço de explicação para a gênese da &lt;em&gt;amargura&lt;/em&gt; e do &lt;em&gt;cinismo&lt;/em&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6447686-108112763069295766?l=ruminacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6447686/posts/default/108112763069295766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6447686/posts/default/108112763069295766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminacoes.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108112763069295766' title=''/><author><name>O</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14601033954156503626</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6447686.post-107679852266570477</id><published>2004-02-14T20:37:00.000-02:00</published><updated>2004-02-20T01:20:01.310-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ao Vencedor, as Bananas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=right&gt;&lt;i&gt;As conversas sérias são feitas para pessoas que não têm vida espiritual. As pessoas que têm vida espiritual [...] precisam, ao contrário, quando saem de si mesmas e do duro labor interior, de uma vida frívola.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Marcel Proust&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="desloc" align=justify&gt;Debruçar-se diante de um mistério, seja para perscrutá-lo, seja simplesmente para contemplá-lo, é sempre uma tarefa recompensadora, qualquer que seja a sua natureza. Dos problemas mais triviais podem nos acenar lições preciosí­ssimas que, uma vez aprendidas, aumentam nosso entendimento e indultam-nos de insensatez e constrangimentos futuros. Um desses mistérios aparentemente triviais é a estranha preferência dos homens pela celeuma dos bares para as "trocas de idéia". Por que, justo aonde se busca o contrário da sobriedade, são preferidos os assuntos que exigem maior esforço e cuidado intelectual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="desloc" align=justify&gt;Durante muito tempo, talvez sob influência de alguma reminiscência do modelo teleológico de evolução, acreditou-se que a pressão seletiva responsável pelo desenvolvimento da linguagem no homem fosse a vantagem que a troca de idéias pudesse conferir às criaturas que a realizassem. Nascida de tão nobre necessidade, a faculdade da fala foi celebrada em diversos truísmos e apologias aos "trabalhos de equipe", às palestras e ao palavrório em geral, pois, afinal, fora para isso que a linguagem havia sido selecionada em nossa espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="desloc" align=justify&gt;Na década de 90, Robin Dunbar sugeriu que, na verdade, a linguagem apareceu não sob pressão da vantagem de se falar sobre &lt;i&gt;coisas&lt;/i&gt;, mas da vantagem de se falar sobre &lt;i&gt;pessoas&lt;/i&gt;, e a louvada "troca de idéias" seria então um simples efeito colateral da tagarelice. A fala, para Dunbar, seria um aprimoramento da "catação" (hábito dos sí­mios de "catar" piolhos uns dos outros), que é a principal forma de vinculação social entre os primatas. Extrapolando uma correlação positiva encontrada entre o tempo dedicado à  "catação" e o tamanho dos grupos nesses animais, Dunbar chegou à  conclusão de que somente com um recurso mais eficiente do que a "catação", que permitisse ao sujeito fazer outras coisas ao mesmo tempo em que trabalhasse na coesão do grupo, -- a linguagem --, o homem poderia constituir as grandes sociedades em que ele pode ser visto desde que inaugurou um novo galho na árvore filogenética. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="desloc" align=justify&gt;Sob essa perspectiva, como explicar que, em uma mesa de bar -- ambiente social por excelência --, alguns sujeitos envidem tantos esforços em acaloradas "trocas de idéias"? Nenhum grande problema da Humanidade foi resolvido entre um gole e outro de cerveja. Diante de tanta conversa e tão pouco resultado, podemos suspeitar, no mínimo, da sobriedade dos que discutem. E se, de fato, como supomos, o que se debate ali não são coisas, mas pessoas? Então, que pessoas? O calor do debate é a pista: ninguém se exalta tanto quanto ao falar de si mesmo. Convocadas à arena, as vaidades se tateiam, se medem, e em questão de minutos define-se a natureza do encontro: "catação" ou embate. Amiúde prevalece o último. Então, revestida das roupagens da impugnação intelectual, com que facilidade a discussão resvala para a ofensa pessoal! Estando as partes bem alimentadas e dispostas, o duelo não acaba até o perdedor lançar mão de seu &lt;i&gt;jus esperneandi&lt;/i&gt;: insultos e ameaças de agressão física que, embora nem sempre, no julgamento do público, deponham contra o agressor, sempre concedem algumas batatas àquele que se manteve aquém da barbárie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="desloc" align=justify&gt;Disso tudo tiro, finalmente, minha lição: não renuncio, naturalmente, aos bares; tampouco à minha vaidade. Mas renuncio, para sempre, a toda tentativa de manter um colóquio não trivial em qualquer lugar que não seja uma sala de aula, um tribunal ou um cadafalso. Com a frivolidade ou o silêncio, encerro, definitivamente, minha coleção de batatas, ou melhor, de bananas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6447686-107679852266570477?l=ruminacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6447686/posts/default/107679852266570477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6447686/posts/default/107679852266570477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminacoes.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107679852266570477' title=''/><author><name>Funambulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11783428718600628310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6447686.post-107622943721156392</id><published>2004-02-08T05:07:00.000-02:00</published><updated>2004-02-20T01:20:55.403-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Prelúdio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="desloc" align=justify&gt;Sob a luz do sol, até o verme brilha. E são relevadas algumas situações aviltantes que a febre da insônia, cujo tormento revolve o coração -- terra fértil de rancores --, lançando sua penumbra implacável sobre a luz que ofusca, resgata com lucubração virulenta e atilada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="desloc" align=justify&gt;Este periódico eletrônico se propõe a publicar o resultado desses exercí­cios noturnos de expurgação. Embora sua matéria-prima seja a vida pessoal do autor, pouco dela restará ao fim das ruminações, pois quase tudo é massa esterquilínia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="desloc" align=justify&gt;Apesar do tom pretensioso, não se espera, afinal, que o sumo extraí­do nesse processo seja de algum valor. Não será surpresa, portanto, se, ao cabo de poucas publicações, o periódico desfalecer, anêmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6447686-107622943721156392?l=ruminacoes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6447686/posts/default/107622943721156392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6447686/posts/default/107622943721156392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ruminacoes.blogspot.com/2004_02_01_archive.html#107622943721156392' title=''/><author><name>Funambulo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11783428718600628310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
